Londres

Maior cidade da Europa, Londres possui cerca de 7 milhões de habitantes. Fundada no século 1° como centro administrativo e de comunicação do Império Romano, a capital é a principal residência dos monarcas britânicos, a base do governo e o coração da economia do Reino Unido. Sua arquitetura é rica em edifícios históricos. Além da grande variedade de museus e galerias, Londres é repleta de opções de lazer e de compras. A galeria de arte Tate Modern e a maior roda-gigante do mundo, a London Eye, inauguradas para comemorar a chegada do novo milênio, são suas mais novas atrações.

Londres (London) é uma metrópole sem dono. Em seus metrôs, você vai ver indianos, árabes, norte-americanos, latinos, australianos, europeus em geral. Vai escutar tantos idiomas quanto não ouviria em qualquer outra cidade. Como em nenhum outro lugar, percebe-se que, se existe um centro do mundo, é ali mesmo, a capital britânica. Londres é a síntese de Nova York, Paris, Tokyo, Bombaim, Sydney, São Paulo, muito no que há de melhor, e um pouco no que há de pior (clima, poluição, tráfego arrastado, homeless) - acrescido de seu inconfundível estilo inglês (afinal, ainda faz parte da Grã-Bretanha). Explorar Londres merece no mínimo 5 ou 7 dias - ainda que 1 ano fosse o ideal. O poeta Samuel Johnson disse "Quem está cansado de Londres está cansado da vida". É verdade. Existem centenas de opções do que fazer. Ótimos museus, parques bem cuidados, teatros, galerias, pubs, cafés, shows (inclusive ao ar livre), feiras, mercados, livrarias, bibliotecas, atrações turísticas em geral. Sim, gasta-se dinheiro (e é pra gastar mesmo, se é para deixar de aproveitar por economia, melhor nem ir), mas também há muitas opções gratuitas. Estar em Londres é um investimento em sua viagem, e talvez em sua vida.

Informações

Código de acesso: Londres tem um novo código de acesso desde 2000. O que antes era 0171 (zona 1, central) e 0181 (a partir da zona 2, para os arredores), se fundiu num único código 020. O 7 e 8 passam a incorporar o número fixo do telefone, mantendo a identificação geográfica no prefixo.

Centros de Informações: Existem bons postos de informações sobre Londres (London Tourist Information Centre - TIC) em Victoria Station e próximo à catedral de St. Paul's. Outros Centros de Informações são encontrados nos principais aeroportos e nas estações de Waterloo (terminal internacional) e Liverpool. No TIC da Regent St., em Victoria e no aeroporto de Heatrow reservas de acomodação podem ser feitas por £5 para hotéis e B&B e £1,50 para albergues. Outra boa fonte é a revista Time Out, ainda que num primeiro momento é possível se perder com a quantidade de informação da publicação. A revista disseca a semana em Londres, de shows e teatros às tradicionais atrações turísticas. Vendida por toda a parte, é publicada toda quarta-feira e custa £2 (com um reajuste no preço de 10p ao ano). Outra boa revista é a TNT, para viajantes que também estão de olho em acomodação, num apê para alugar ou mesmo em trabalho. Esta é gratuita, nos mais concorridos metrôs da cidade. E pra quem não quer correr nenhum risco de se perder em Londres o guiazinho London A-Z tem mapas de todas as ruas, útil pra quem for ficar bastante tempo ou circular muito.

Internet: Existem muitas opções, mas as barbadas de internet numa cidade cara são: EasyEverything, na 1-13, Wilton Road, em Victoria (metrô Victoria). Funciona 24h, a semana toda e o acesso durante a madrugada é tempo livre por apenas £1. Ou o mesmo valor por hora durante o dia. O valor é promocional, podendo mudar. Internet Exchange Trocadero, no 1o andar do Trocadero Centre, em Picadilly (metrô Picadilly), custando 12p/min (9p para estudantes). Virgin Megastore, a super loja de CDs na Oxford Street (metrô Tottenham Court Road) tem oferecido pontos de internet de graça (num deles precisa pegar uma fichinha, mas sem custo), mas tem que ser rapidão, pois sempre tem fila. Também é promocional e nunca se sabe quanto tempo vai durar... Outros endereços: Biblio@tech, na 631-633 Fulham Rd.; Cyberlynx, em 324 Neasden Lane, Neasden Shopping Centre; Global Café, em 15 Golden Square, Soho; Shoot'n'Surf Internet Café, em 13 New Oxford St.

Na cidade

Orientação

É muito fácil orientar-se em Londres, principalmente utilizando o metrô (underground ou tube), apesar de um viajante recém-chegado achar confuso no começo (especialmente os que vêm de Paris). A cidade está dividida em 6 zonas. A zona 1 é onde se concentra a maior parte dos museus, galerias, atrações em geral. Alguns parques podem estar situados mais longe. E, caso você tenha algum amigo morando em Londres, muito possivelmente o mesmo esteja em zona 2 em diante, visto que os aluguéis são mais baratos e/ou as residências melhores.

Se você já mandou carta para Londres, escreveu no endereço alguma sigla tipo NW, SE, WC, acrescido de um número. Isto representa a área ou o distrito de determinada rua, localizando como North West (norte e oeste), South East (sul e leste), West Central (oeste e centro), etc. Às vezes é o grande diferencial para achar um endereço, já que existem muitas ruas exatamente com o mesmo nome, apenas em regiões diferentes. Se você for se locomover pelos extremos da cidade (praticamente fora das "áreas turísticas"), vale a pena comprar o já citado London A-Z.

Mas para todos, o melhor ponto de referência ainda são as estações de metrô. Suas linhas cobrem bem toda a zona central de Londres e com paradas mais distantes entre si nos arredores, quando pode ser necessário uma combinação com ônibus ou trens (British Rail, percorrendo a Grande Londres e bairros onde não há metrô). Para um turista, no entanto, quase tudo fica na zona central, ou a chamada zona 1, e, apesar de compreender uma área de significativo tamanho, pode-se aproveitar um dia de bom tempo e caminhar de alguns pontos a outros. E, se existe uma área realmente central, esta é a movimentada Picaddily Circus ou arredor de Leicester Square, bastante próximas entre si.

Chegando e saindo

Para o aeroporto de Heatrow, de onde saem o maior número de vôos internacionais, inclusive de/para o Brasil, a linha de metrô Piccadilly line faz o trajeto, com um single ticket custando £3,50 (saindo ou chegando da zona 1) e one-day-travelcard (ver circulando) cobrindo o percurso. Apesar da rapidez do metrô, o aeroporto é longe e leva quase 1 hora do centro de Londres. Mais caro e demorado, o ônibus (Airbus) é outra opção. Para os demais aeroportos (Gatwick, London City, Stansted e Luton, mais comuns em vôos charter e/ou pela Europa), não há metrô e deve-se chegar por trem ou ônibus.

Existem várias estações de trem, todas servidas por metrô. As maiores são Victoria, Waterloo, Liverpool St., King´s Cross, St. Pancras, Paddigton e Euston. Viajando de trem pela ilha britânica ou em direção ao continente europeu, chegando ou saindo, certifique-se sempre de qual é a estação correta.

A estação de ônibus, Victoria Coach Station (observe que não se chama bus station) fica a alguns minutos à pé da estação Victoria. Você pode cortar caminho indo por dentro da estação e subindo a escada rolante do shopping, andando a seguir mais uma quadra.

Como Circular

O metrô de Londres funciona das 5h30 até pouco depois das 24h. A rede de trens é boa opção para viagens aos subúrbios. Os ônibus estão mais rápidos desde a introdução da Congestion Charge (Taxa de Congestionamento, £5 por dia) para entrar de carro na área central. Os famosos taxis londrinos pretos e de modelo exclusivo oferecem conforto e segurança.

O transporte em Londres é bastante caro. Uma simples viagem de metrô sai por £1,50 dentro da zona 1, e £1,80 se incluir também zona 2. Ônibus é um pouco menos, variando conforme o destino, mas custando em média £1 em zona 1 ou £0,70 fora da mesma. Boas opções são o ticket de 1 dia, carnê com 10 tickets, passes exclusivos para ônibus ou uma carteirinha de 1 semana.

O bilhete avulso para o metrô você compra nas maquininhas nas próprias estações (indicando o tipo de passagem que você quer e o destino, adult single e one way ou return, caso já queira a volta) ou comprando diretamente do caixa. De ônibus, se for daqueles em que você entra pela frente, paga-se ao próprio motorista, informando o seu destino, ou dos que você entra por trás (naquela porta que não tem porta e você pensa se não vai cair) com o cobrador que vai atrás de você. Lembre-se de guardar o bilhete durante a viagem caso bata a fiscalização.

O ticket de 1 dia é o one day travelcard e pode valer apenas para zonas 1 e 2, por £3,90 ou para as 6 zonas de Londres, £4,70, em todos os transportes (exceto para os ônibus noturnos e Airbus) a partir das 9h30 em dias úteis ou desde cedo em sáb/dom. Vale a pena para quem vai circular bastante, mas permanecendo em Londres por poucos dias. Organize seu tempo total na cidade com viagens de metrô e ônibus para alguns dias e outros para caminhadas e distância menores.

O carnê são 10 tickets de metrô comprados antecipadamente, apenas para zona 1 e podendo ser usado no período de um ano. Custa £11 e é mais barato que 10 tickets avulsos, mas não é necessariamente mais vantajoso que um ou dois tickets de 1 dia ou uma carteira semanal.

O passe de ônibus vale para o próprio, podendo-se optar pelas zonas e pela validade diária ou semanal. Custa, conforme o tipo, de £3 para um dia ou £11,50 a semana, ambos abrangendo as 4 primeiras zonas.

A carteirinha de uma semana vale para todos os transportes (inclusive à noite). Zona 1 apenas custa £15,30; zonas 1 e 2 sai por £18,20. Para quem vai ficar mais tempo, existe ainda para 1 mês, por £58,80/69,90, zonas 1/ 1 e 2 respectivamente. Para fazer esta carteira é preciso uma foto tipo passaporte; recebe-se um ticket para 7 (ou 30) dias que deve ser utilizado nas catracas de metrô ou apresentado ao motorista ou cobrador de ônibus. Entra-se e sai das conduções a hora que quiser e se você for ficar por algum destes períodos de tempo, é realmente uma boa pedida (e também porque a gente já paga o ticket e esquece a grana que custa o transporte londrino).

Enfim, se você realmente quer economizar nos transportes de Londres, além de andar bastante vai ter que pensar e planejar o seu roteiro para comprar o tipo de passe ou ticket mais adequado ao seu esquema de viagem.

Viajar sem a passagem ou um passe válido ou de zona inadequada garante uma multa de £10 e, como o valor não é um absurdo (considerando-se ser uma multa), os caras cobram na hora, sem chorumelas do gênero "turista-burrinho".

Os metrôs funcionam, conforme a linha e estação, até 23h30 ou 0h30 e ônibus noturnos (night bus) cobrem quase toda a cidade, saindo ou cruzando paradas centrais em Trafalgar Square e/ou Tottenham Court Road. Mapas de metrô são indispensáveis e, assim como informações de transportes, são conseguidas na maioria das estações. Lembre-se: metrôs são rápidos e eficientes, mas você não é tatu. Apesar da lentidão do trânsito londrino, não deixe de pegar um dos ônibus de 2 andares e ficar de bobeira lá em cima admirando a vista.

Acomodação

Albergues em Londres - a boa notícia: é uma das capitais européias que mais têm; a ruim: são os mais caros do continente. Subindo de categoria, e também no preço, encontram-se os Bed & Breakfast e os hotéis.

Albergues HI

Os da associação têm diárias entre £20/23. Procuram manter o elevado padrão de sempre e todos têm características em comum: aceitam cartão de crédito, abertos 24h (mas não necessariamente a recepção), dispõem de cozinha (exceto o City), lavanderia, lockers, sala de TV e café da manhã incluído (exceto o Oxford). Informe-se a respeito de descontos para atrações que os mesmos podem oferecer.

City of London 36 Carter Lane. Fone 7236 4965, fax 7236 7681, e-mail: city@yha.org.uk. Metrô: St. Paul's, próximo à catedral. Total 193 camas. Diária £15 (dormitório 10-15 camas), dormitório 5-8 camas £24/20 (até 18 anos), 3-4 camas £25,20/21,50, quarto single £30/24. Também há quartos familiares, de 2 a 6 camas, com preços de £44 a £140.

Oxford Street 14 Noel Street. Fone 7734 1618, fax 7734 1657, e-mail: yhaoxfordstreet@compuserve.com. Metrô: Oxford Circus ou Tottenham Court Road. Diária de £20,55 em quartos para 3/4 pessoas e £21,80 para 2. Café da manhã disponível por £3,20. Tem 75 camas. Localizado no Soho; se é um dos mais centrais, também é um dos mais simples.

Holland House (King George VI Memorial) Holland Walk. Fone 7937 0748, fax 7376 0667, e-mail: yhahollandhouse@compuserve.com. Fica no meio do Holland Park, próximo à Notting Hill, Kensington e Chelsea. Metrô: Holland Park ou High Street Kensington. Diária de £19,45 em quartos que vão de 6 a 20 pessoas. Total de 201 camas.

Earl's Court 38 Bolton Gardens. Fone 7373 7083, fax 7835 2034, e-mail: yhaearlscourt@compuserve.com. Metrô: Earl's Court. Diária de £19,95 em dormitórios com 6/12 camas (alguns com 4). No total são 154 camas.

Hampstead Heath 4 Wellgarth Rd., Fone 8458 9054, fax 8209 0546, e-mail: yhahampsteadheath@compuserve.com. Próximo ao parque Hampstead Heath, um dos bairros mais agradáveis de Londres, porém bem mais longe. Metrô: Golders Green. Total de 200 camas. Diária em dorm £20,40/18 (maior de 18 anos/até 18); quartos para 2 a 7 pessoas vão de £35 a £124, café da manhã incluído. Jantar disponível por £4,50. Lavanderia £1,50, lock-out 10h-14h, check-in às 14h.

Rotherhithe Island Yard, Salter Rd. Fone 7232 2114, fax 7237 2919, e-mail: yharotherhithe@ compuserve.com. Metrô: Rotherhithe. Maior albergue de Londres, com 320 camas. Diária de £22,15 em dorm, ou um quarto para 2/4/6 pessoas por £50/92/135. Bons serviços, mas é meio longe.

St. Pancras International Hostel Euston Rd. Fone 7388 9998, metrô King's Cross, St Pancras. Diárias £22,95. É um dos mais novos e bem equipados albergues de Londres, situado, porém, numa das áreas mais feinhas da cidade.

Albergues Independentes

Em número ainda maior que os HI, são os albergues independentes - e freqüentemente mais baratos. Serviços e facilidades variam de um local a outro, e o valor da diária pode flutuar ao longo do ano. Sempre é bom checar as diárias abaixo. Em muitos deles, se você ficar uma semana, ou 1 mês, ou praticamente morar lá (o que é comum), o preço pode cair mais ainda. Não espere porém, concurso de limpeza (nem seus residentes, muitos australianos e neozelandeses, sem nenhuma conotação preconceituosa, parecem muito preocupados). Se você estiver com tempo e condições, vale dar uma checada com seus próprios olhos. Geralmente ficam em zonas centrais ou nas imediações de Earls Court.

Granada Hostel 73 Belgrave Road, Victoria SW1. Fone 7821 7611, fax 7976 6261, e-mail: granada@lhghotels.demon.co.uk. Próximo à estação Victoria (leia mais desta aérea no Bed & Breakfast). Diária de £15/ 16,50, semana £65/75 (out/abr, mai/out), café da manhã incluído. Tem 20 quartos, cada um com 4-6 camas, muitos com banheiro e chuveiro. Dispõe de sala de TV e cozinha.
Hotel Saint Simon 38 Harrington Gardens, SW7. Fone 7373 0505. Metrô: Gloucester Rd. (próximo aos museus de South Kensington). Diárias £12/15/18, conforme a temporada, em quartos simples para 3/4 pessoas, café da manhã incluído.

Chelsea Hotel 33-41 Earl's Court Square. Fone 7244 6892, fax 7244 6891. Metrô: Earl's Court. Diárias a partir de £9 (dorm) e £25 (quarto tipo suíte). Dispõe de sala de TV e lavanderia.

Highgate Village 84 Highgate West Hill. Fone 834 01831, fax 8341 0376. Fica em Highgate Village. Metrô: Archway, depois ônibus 214. Diária de £12, em dormitório para 4-16 pessoas. Total de 69 camas. Menos central, mais barato.

Paramount Hotel 80 Belgrave Road. Fone 7233 9703 fax 7224 9331, próximo à Victoria. Diárias a partir de £15 ou £60 a semana, em dormitórios com banheiro e chuveiro. Café da manhã incluído, mais cozinha e sala de TV. Rua com várias opções (ver ao lado).

Estes albergues, todos em Earls Court, têm diária a partir de £10 (em dormitórios) e £60 a semana, mas sempre é bom confirmar. Recepção aberta 24h, oferecem cozinha e sala de TV. Ayers Rock Hostel. Longridge Road, fone 7373 2944. Inchmont Hotel, na Collingham Place, fone 7370 2414, próximo ao Ayers Rock Hotel. Meridian Hotel, 20 West Cromwell Road, fone 7373 7951. Mira Hotel, Trebovir Road, fone 7835 1171.

Astor Hostels: são 5 albergues da mesma cadeia com diárias a partir de £14, em dormitórios de 4 a 10 camas, café da manhã mais-do-que-simples incluído e em boa localização. Museum Inn Hotel, 27 Montague St, fone 7580 5360, fax 7636 7948, metrô Tottenham Court Rd. Quest Hotel, 45 Queensborough Terrace, fone 7727 8106, fax 7727 8106, fica em Bayswater, metrô Queensway. Hyde Park. 2-6 Inverness Terrace, fone 7229 5101, fax 7229 3170, metrô Queensway ou Bayswater. Leinster, 7-12 Leinster Square, fone 7229 9641, fax 7221 5255, metrô Queensway ou Bayswater. Victoria, 71 Belgrave Road, fone 7834 3077, fax 7932 0693, metrô Pimlico ou Victoria.

Bed & Breakfast e Hotéis
Bed & Breakfast são a acomodação britânica por natureza, com preços e instalações a partir de £25/£30, e um pouco mais para um casal num double room, o que pode compensar. Próximo à estação de Victoria existem várias opções de acomodação. Uma rua repleta de hotéis, com diferentes preços e instalações, é a Belgrave Road. Quem chegar no meio da noite sem reserva deve encontrar um teto por lá. Mais sugestões de endereços pegue no Tourist Information.

Hotel Rama Bed & Breakfast 43 Belgrave Road. Fone 7828 1166. Metrô Pimlico, também próximo à Victoria. Diárias em torno de £55 para duas pessoas, podendo-se negociar a £45 durante a semana, mas também pode aumentar no verão. Aconchegante, tem quartos com TV e banheiro. Boa pedida para um casal.

Ealing Guest House 27 South Ealing Road. Fone 8840 2807, fax 8932 8626, e-mail: y-enwia@dircon. com.uk. Metrô South Ealing. Diária £30 (quarto single), £40 (duplo), £50 (triplo).

Hunters Lodge Hotel 38 Trebovir Road, Earls Court metrô: Earls Court. Fone 7373 7331, fax 7460 3524. Diárias a partir de £25 (single), £30 (duplo) e £36 (triplo). Lockers, cozinha e quartos com TV.

Comes & Bebes

Comida não é barata, mas o que tem de mais acessível, a partir de £4,50 sentando num restaurante, são comida chinesa (em Chinatown, muitos restaurantes e alguns buffets nas imediações de Leicester Square) e pizzas (principalmente as tradicionais cadeias). Algumas pizzarias e restaurantes chineses oferecem aos glutões o all you can eat, ou coma até agüentar, nesta mesma média de preço, interessante pra quem realmente come muito. Mais baratos são os kebabs (comida árabe, por toda cidade, a partir de £2,80). Em Londres, você encontra também muitas opções de restaurantes e bares brasileiros. Pra quem está com saudades de casa: Paulo's Restaurant, 30 Geryhound Road, fone 7385 9264, metrô Hammersmith. Brazilian Touch Cafe, 40-42 Oxford Street, dentro da loja Whistleshop, metrô Tottenham Court Road; pratos incluindo feijoada, pão-de-queijo e guaraná. Palmares, 40 Upper Richmond Road, fone 8875 1231, metrô East Putney; com cardápio brasileiro, incluíndo feijoada nos fins de semana.

Comida inglesa mesmo são os fish & chips, que você também encontra por toda parte, a partir de £3,40, mas comendo na rua. Em pubs, num local bem tradicional, você pode almoçar por a partir de £5. Barato mesmo, lanche de supermercado. Os mais centrais são o Tesco, na Oxford Street e outro em Covent Garden, ambos com sandubas e lanchinhos prontos. Aliás, se o rango inglês é fraco, os caras compensam com comidas prontas de supermercado, onde você encontra de tudo e até bem razoável.

Atrações

Comece organizando o seu tempo. Não importa quantos dias você for ficar, sempre terá alguma coisa a fazer. Começamos por listar algumas áreas de interesse, onde concentram-se vários dos museus e atrações que vêm a seguir. São todas centrais e pode-se (e deve-se) ir caminhando de uma a outra.

Bairros, áreas, ruas

Piccadilly Circus Um chafariz, um grande painel de neon e muita gente. É um bom ponto de partida para começar a explorar Londres.

Leicester Square Efervescência turística (assuma que você faz parte). Calçadão com uma praça, cinemas, bares, restaurantes, lojas, galerias, shows de rua. No meio de tudo, a dúvida é para que lado prosseguir.

Trafalgar Square Turistas disputam com as pombas os espaços em volta da Coluna de Nelson. Não deixe de ir na National Gallery, bem na frente.

Covent Garden Delicioso local onde era um antigo mercado de verduras. Espaço para shows de rua, de rock à música clássica e mímicas a performances em geral, rodeado de bares e lojinhas. Um bom programa de domingo.

Soho Mais londrino e menos turístico que os demais, é onde a noite é mais longa. Por seus bares, cafés, clubs e livrarias circulam boêmios, gays, drag-queens, mauricinhos, as-profissionais-mais-antigas-do-mundo e todas as figuras que freqüentam a noite de uma grande cidade. Mas, sem stress, é normalmente tranqüilo. Descubra alguns restaurantes de barbada por lá.

Chinatown Londres tem o seu reduto chinês, e é um dos lugares onde se pode comer mais barato, entre Soho, Piccadilly e Leicester Square.

Rio Thames (Tâmisa) O charme do rio de Londres cruzando a metrópole. Uma caminhada legal é entre a ponte de Waterloo (vindo de Covent Garden ou do South Bank Centre, veja a seguir) e a ponte de Westminster, onde o Big Ben não vai deixar você se perder. E, mais recentemente, um novo elemento na paisagem, The Eye of London, a gigantesca roda gigante.

South Bank Centre Centro cultural à beira do Thames (atravessando da estação de Embankment, se for de metrô), abrigando o Royal National Theatre, The National Film Theatre, Royal Festival Hall, Hayward Gallery e The Museum of Moving Image (veja em museus). A programação, não destinada exatamente a turistas, é variável e você a consegue no local ou em qualquer Tourist Information. Também é uma agradável parada para um café.

Igreja e Estado

Houses of Parliament As Casas do Parlamento (metrô Westminster) são a própria pomposidade britânica e o Big Ben, sua multifamosa torre do relógio, entre tantas atrações, é provavelmente o símbolo de Londres. O que pouca gente sabe é que o Big Ben não é o reloginho, mas o seu sino principal. O prédio, do século 19, é uma orgia gótico-renascentista-medieval e abriga duas câmaras, House of Commons e House of Lords. Os mais interessados podem entrar nas galerias de ambas, junto com outras dezenas de turistas e alguns entusiastas da política inglesa. O acesso é gratuito, de seg/qui a partir das 16h30 e sextas a partir das 9h30.

Westminster Abbey (Abadia de Westminster) Praticamente junto ao Parlamento, metrô Westminster, aberto seg/sex 9h-16h45, entrada £6/3 (estudante), e sábados até 14h45. Erguida no século 8 e alargada no século 11, é o local de coroação dos monarcas britânicos - veja a Coronation Chair (cadeira da coroação) atrás do altar. Mais recentemente, na Abadia, foi realizado o funeral da princesa Diana (apesar de ela estar enterrada em Althorp, fora de Londres), mobilizando multidões.

Nº 10 Downing St. No Whitehall, vindo pela Parliament Street. É a residência do primeiro ministro, onde já moraram Margareth Tatcher, John Major e atualmente hospeda o trabalhista Tony Blair e sua penca de filhos.

Buckingham Palace Caminhando dos metrôs de St.James Park ou Green Park, ou seguindo a pé de Westminster ou do Parlamento. Não espere nenhum Versailles, mas, enfim, é o Palácio de Buckingham e a residência oficial da família real. Pra ganhar mais alguns trocados, a Rainha Elizabeth resolveu abrir o palácio aos seus súditos de todo o planeta durante 2 meses ao ano. A visitação normalmente é em agosto e setembro, e o ingresso não é barato (£11,50, £9,50 para mais de 60 e £6 para menos de 18 anos). Em frente ao palácio, gratuito, acontece a pomposa troca da guarda, um teatrinho abalroado de turistas. Diário no verão, dias alternados no inverno, às 11h30, mas quem quiser ver deve chegar cedo, pois o espaço é disputado.

St. Paul's Cathedral Metrô St. Paul's. Aberto de seg/sáb 8h30-16h15. Entrada £6/5 (estudante). Das suas galerias se obtém uma bela vista de Londres. Esta catedral é uma das mais famosas da Inglaterra e sua cúpula é a segunda maior do mundo, só perdendo para a Basílica de São Pedro no Vaticano. Finalizada em 1710 em estilo barroco pelo arquiteto Christopher Wren, tem sido cenário de fatos marcantes na história do país, como o funeral de Winston Churchill (1965) e o casamento do Príncipe Charles e Diana (1981). As galerias tem o sugestivo nome de Whispering Gallery (Galeria do Sussuro) devido à sua excelente acústica.

Museus

Muitos dos museus concedem descontos para estudante, que devem ser conferidos no local. Alguns, aqui listados, oferecem entrada gratuita após determinado horário. Outros, em compensação, não permitem o ingresso se você chegar quando estiver quase fechando (geralmente 30min antes). Existe um passe, o London Pass, que permite acesso ilimitado a algumas atrações - mas são basicamente museus secundários, não valendo muito à pena.

National Gallery Trafalgar Square, metrô Charing Cross, aberto diariamente das 10h-18h, quartas 10h-21h, entrada gratuita (exceto para alguma exposição específica). Uma das grandes galerias de arte do mundo, em todos os sentidos, apresentando obras dos séculos 13 ao 20. Exibe pinturas dos principais mestres como Monet, Rembrandt, Van Gogh, Rafael, entre outros. É realmente uma das atrações imperdíveis de Londres, para viajantes que gostam de arte, como pra quem quer entender um pouco mais do assunto (e também pra quem está cansado de gastar - a entrada é grátis).

National Portrait Gallery St. Martin Place, quase ao lado da National Gallery, mesmos horários de funcionamento e entrada também gratuita. É uma galeria exclusivamente de retratos, incluindo fotografias. Entre nobres ingleses e ilustres desconhecidos ao longo do prédio, você vai achar mais interessante as conhecidas figuras do meio artístico, esportivo ou da realeza.

British Museum Great Russel St., metrô Holborn ou Russel Square, abre seg/sáb das 10h-17h, domingos 14h30-18h, entrada gratuita, apesar de sugerirem £2 de donativo (sim, nós sabemos que você já está dando...). É o grande museu britânico, mas a maior parte de sua coleção são objetos da Grécia, Egito, Roma ou Oriente Médio. Vasto, repleto de antigüidades, pode ser interessante para alguns, mas outros podem se sentir no meio do mofo. Destacam-se curiosidades como múmias e o homem de 2000 anos. Completando 150 anos, o museu está investindo em seu rejuvenescimento com a construção de uma futurista cúpula de vidro e aço, além de novas galerias.

Museum of Moving Image (MOMI) Museu do Cinema, em South Bank. Metrô Embankment é o ideal, atravessando a ponte numa caminhada mais bonita ou estação de Waterloo, pra quem quer andar menos. Entrada £6,25, 10h-18h, admissão até 17h, mas é aconselhável chegar bem antes, principalmente para os amantes da sétima arte. É um dos melhores museus de cinema do mundo, abordando também a TV, apesar desta ter um enfoque muito britânico. Você segue um roteiro obrigatório, dos primeiros filmes dos irmãos Lumière, passado pela cinema clássico dos anos 50 até a Hollywood atual, com grandes momentos de nostalgia. Situado em South Bank (veja adiante), um dos bons polos culturais de Londres. Agora uma má notícia: este museu está em reformas, não abrindo antes de 2003.

Natural History Museum Cromwell Rd., metrô South Kensington, aberto de seg/sáb 10h-17h50, domingos 11-17h50, entrada gratuita, exceto para exibições especiais, saindo por £5 em média. É um dos melhores museus de História Natural da Europa, ideal para as crianças viajantes dos 9 aos 99 anos. Há reconstituição de esqueletos e modelos de dinossauros, exibições sobre o corpo humano e uma super interessante Earth Galleries com a evolução do planeta Terra. Tudo é repleto de interatividade. Esqueça que você não é um nativo de língua inglesa e não tem mais espinhas na cara e aperte em todos os botões a que tem direito.

Science Museum Exhibition Rd., ao lado do Museu de História Natural, aberto das 10h-18h, entrada gratuita. Os ingleses definitivamente sabem fazer museus e este de Ciências é um ótimo programa mesmo pra quem sempre odiou esta matéria no colégio. Como seu vizinho, tem muitas atrações interativas, indo de invenções britânicas desde o século 18 à medicina, astronomia e tecnologia. Anexo, um cinema IMAX de 3D, funcionando das 9h-18h e com entrada por £6,95/5,95 (estudante).

Victoria & Albert Museum Cromwell Rd., em frente aos dois anteriores, metrô South Kensigton, aberto diariamente das 10h-17h45 (quartas e última sexta do mês, 10h-22h), gratuito. Apresenta a maior coleção de objetos de arte e decoração do mundo, passando por vários períodos (bizantino), estilos (sacro) e nacionalidades (indiana), além de outras curiosas afinidades (vestidos).

Museum of London 150 London Wall, metrô St.Paul's, aberto de seg/sáb 10h-17h50, domingos 12h-17h50. Entrada livre. Um simpático museu que pode ser visto a partir de seu horário gratuito. Conta a história de Londres, dos romanos aos anos 90, passando pelo grande incêndio que quase destruiu a cidade.

Imperial War Museum Lambeth Rd., metrô Lambeth North, aberto 10h-18h, entrada gratuita. Museu da Guerra, com exibições em clima antibélico, com memoráveis recriações de bombardeios, especialmente da Primeira Guerra Mundial. Mesmo quem não é chegado no tema pode curtir.

Tate Gallery Millbank, metrô Pimlico, aberto diariamente das 10h-17h50, entrada gratuita, exceto para as exibições temporárias. É a galeria de pinturas britânicas (destaque para Turner) e o museu de arte moderna de Londres, com artistas e obras contemporâneas do mundo inteiro.

Museum of Mankind (Museu da Humanidade) 6 Burligton Gardens, metrô Piccadily Circus ou Green Park, aberto seg/sáb das 10h-17h, domingos 14h30-18h, entrada gratuita. Este é um departamento do British Museum, bem menor, menos conhecido e talvez mais interessante. Apresenta exibições sobre várias culturas do planeta, com destaque para as civilizações não-ocidentais, além de outras temporárias de grande interesse aos viajantes mais curiosos.

Design Museum 28 Shad Thames, uma caminhada do metrô London Bridge ou Tower Hill (atravessando o rio). Aberto 10h-17h45, entrada £6/4 (estudante). Com um belo visual à beira do Thames, este é um dos pouco museus do mundo dedicado ao estudo do design e uma atração menos turística entre tantas em Londres. Apresentando freqüentes exposições temporárias, tem na sua coleção mobílias, aparelhos eletroeletrônicos e objetos diversos, ilustrando a história do design no século 20 pelas artes, moda, arquitetura e tecnologia.

Freud Museum 20 Maresfield Gardens, metrô Finchley Road, aberto qua/dom das 12h-17h, entrada £4/2 (estudantes). A casa onde Sigmund Freud, o pai da psicanálise moderna, morou após fugir da Áustria em 1938, então invadida pelos nazistas. A mobília e os objetos são todos originais, incluindo o seu famoso divã.

Outros

Tower of London metrô Tower Hill, entrada ter/sáb 9h-16h/17h, dom/seg 10h-16h/17h, entrada £11,50/8,75 (estudante). Idealizado por William l, o Conquistador, em 1078, já foi fortaleza, palácio real e presídio e atualmente atração turística (e das mais disputadas, prepare-se). Em exposição, armas, armaduras e jóias. Atração a parte é o Koh-i-noor, o diamante mais famoso da coroa da rainha-mãe. No Thames, outro dos símbolos de Londres, a Tower Bridge. Construída em 1894, a ponte sustentada por duas torres tipicamente vitorianas é certamente mais interessante vista de fora, mas quem ainda quiser pode subir por £5/3 (estudante).

Madame Tussaud's Marylebone Road, metrô Baker Street. Abre seg/sex das 10h-17h30, sáb/dom 9h30-17h30, entrada £14,95. O museu de cera mais conhecido do mundo, sendo na verdade uma grande curiosidade turística. O ingresso não é barato, mas vale, se você está no espírito de ver réplicas de figurinhas mundialmente conhecidas e a fim de bater uma foto abraçada/o ao Brad Pitt. Anexo, o London Planetarium, funcionando no mesmo horário, com entrada a £7,50/6,10 ou £14,95 combinada com o Madame Tussad's. Interessantes shows a cada 40 minutos, porém não deve ser muito diferente do que você veria no planetário de Porto Alegre ou São Paulo.

The London Eye A Roda do Milênio, na frente do Parlamento e do Big Ben, mas no outro lado do Thames. Ingresso £8. É uma grande roda gigante de 150 metros de altura, com capacidade para 800 pessoas, permitindo de seu topo uma visão de 50km, num infreqüente bom dia, é claro. Acrofóbicos devem evitar, pois a volta toda está programada para levar 30 minutos.

Highgate Cemetery Swain's Lane, Hampstead, metrô Archway ou Highgate. Era o cemitério preferido das nobres família vitorianas, com túmulos que são verdadeiras obras de arte. Dividido ao meio pela Swain Lane, o lado oeste é o mais antigo e curioso, porém acessível apenas por visitas guiadas. E o lado leste, se não é tão sugestivo, é aberto a todos gratuitamente e de quebra é onde estão os restos de Karl Marx. Os horários de funcionamento são variados, mas em geral visitando entre 11h e 16h você deve encontrar aberto - ou ligue 8340 1834.

London Zoo Regent´s Street NW1, ao norte do Regent´s Park (metrô Camden Town). Abre de mar/set 10h-17h30, de out/fev até 16h. Entrada £11/9,30 (estudante). Um dos mais antigos zoológicos e com uma das mais variadas espécies do mundo, mais de 7 mil, destacando o urso panda.

Parques

Gratuitos (mas não as cadeirinhas que você vai ver espalhadas por muitos deles - pronto, agora você sabe!), são uma excelente opção de passeio, exceto, é claro em dias de chuva. Se você for abençoado com um baita sol, aproveite a cuidadíssima grama inglesa, faça um piquenique, deite, role...

Hyde Park É o parque mais famoso de Londres, vale uma boa volta. A oeste, do outro lado do lago Serpentine, a área é conhecida como Kensigton Gardens, com a mansão que era a residência do então casal Charles/Diana. Ao sul, o Royal Albert Hall (veja adiante em concertos). Aos domingos outras boas atrações (como se o parque por si só já não fosse o suficiente): ao longo da Bayswater Road, exposição de artistas menos favorecidos e, próximo à estação de Marble Arch, a divertida Speaker's Corner. Esta esquina é o local onde qualquer um, até você, pode subir numa caixinha e discursar publicamente sobre qualquer assunto, até mesmo sobre os temperos da feijoada brasileira.

St. James Park Em frente ao Palácio de Buckingham, um dos mais bem cuidados parques, com seu laguinho, cisnes, gansos e jardins com as mais belas flores de Londres. Anexo a ele, o Green Park é popular por ser bem central, em Piccadilly. O Regents Park também é central e conhecido por seu zoológico.

Mais afastado, Hampstead situa-se numa das áreas mais nobres de Londres, e você pode tomar banho num de seus lagos. Neste parque, existem áreas reservadas a nudistas - mas atenção - separadas por sexo.

Compras

Londres não é barata. Você até pode achar algumas barbadas (ou não), mas observar o comércio da cidade faz parte da viagem.

Livros Charing Cross Road é a rua (metrôs Tottenham Court Road ou Leicester Square). Passagem obrigatória aos amantes da literatura, com suas dezenas de livrarias (muitas com boas ofertas). Charing Cross Road não à-toa, é o nome original do filme Nunca Te Vi, Sempre te Amei, no qual o livreiro Anthony Hopkins troca correspondência por anos com a nova-iorquina Ann Bancroft. Já, a mais completa em livros de viagem e mapas (inclusive de coleção) é a Stanfords, 12-14 Long Acre, nas imediações a Covent Garden.

CDs Virgin, Tower Records e HMV são as grandes lojas espalhadas pela cidade (ao longo da Oxford St. você encontra as três), com CDs de todos os gêneros, fitas de vídeos, livros, revistas e outras novidades. Apesar de não ser barato, vale uma boa parada. A Tower Records de Piccadily Circus fica aberto até tarde da noite.

Oxford St. Uma das mais populares e comerciais ruas de Londres, congestionadíssima de pessoas e centenas de ônibus. De megastores a lojinhas de souvenirs, você até pode encontrar boas ofertas, apesar dos altos preços de Londres. A estação de Oxford Circus é o ponto central, pegando também Bond Street (uma área um pouco mais nobre) às extremidades dos metrôs de Marble Arch ao leste e Tottenham Court Road ao oeste.

Grandes lojas Harrods (metrô Knightsbridge) existe apenas uma e talvez seja a mais famosa loja de departamentos do mundo, já um patrimônio britânico. Uma tradição nas grandes lojas são as chamadas liquidações de janeiro, logo após aquele consumismo enlouquecido do Natal. Para brinquedos, a Hamleys (na Regent St., uma rua mais chiquezinha, saindo do metrô Oxford Circus) é uma das maiores da Europa.

Shopping Centers Não há muitos na concepção dos shoppings que temos no Brasil. Um deles é o Whitleys, em Bayswater (metrô Bayswater ou Queensway), na rua Queensway, que desemboca numa das entradas no Hyde Park.

Feiras

Mais do que mercados ou locais de compra, é a oportunidade de sair das áreas centrais, conhecendo um pouco mais da realidade de Londres por zonas menos turísticas com mercadorias novas e usadas.

Camden Market, metrô Camden Town, sáb/dom 8h-18h. Uma das feiras mais alternativas de Londres (ainda que também uma das mais turísticas), seguindo toda a rua a partir da estação. Domingo pela manhã é um dia legal, com toda a efervescência.

Portobello Rd., metrô Notting Hill Gate, no tradicional bairro de Notting Hill, muito antes de Julia Roberts dormir com Hugh Grant. Durante a semana é um mercado de frutas e verduras; vá aos sábados pela manhã, quando há antigüidades, mercadorias de segunda-mão e todo tipo de objetos, não exatamente baratos, mas sempre pechincháveis. Caetano Veloso morava por ali e o bairro vizinho Bayswater, já foi conhecido como Brasilwater, pela quantidade de brasileiros que viviam na área.

Brick Lane, metrô Aldgate East, domingos até às 14h. É o mercado dos imigrantes das ex-colônias britânicas. Interessante para quem quer conhecer uma outra face de Londres.

Brixton Market, metrô Brixton. De seg/sáb das 8h-17h30 (quartas até 13h). Bancas de verduras e mais adiante roupas novas e usadas. Uma região que provoca temor e paixão, longe do mundo turístico londrino.

Diversão e à noite

Shows têm todo o dia, com sorte você pega alguma de suas bandas favoritas. Em Londres você pode conferir pela revista Time Out ou naquelas casas que vendem ingressos (entre outros endereços, em Leicester Square e Oxford Circus).

O teatro britânico é muito popular. A chamada West End é a Broadway de Londres e os famosos musicais se encontram por lá, nas redondezas da Shaftesbury Avenue, entre Leicester Square e Covent Garden. Os ingressos são muito disputados, e você até encontra nas casas que só vendem isso (Ticket booth), pagando nem sempre o desconto que propagandeiam, apesar das filas. Com sorte, você consegue os menores preços no próprio teatro, algumas horas antes do espetáculo. Bem menos conhecidos, mas talvez mais aclamados, são os fringe (à margem), o teatro menos turístico com textos mais ousados ou alternativos, para quem tem um domínio melhor de inglês.

Os grandes telões de cinema estão em volta da praça de Leicester Square. Se vir uma multidão em frente a algum deles, provavelmente é uma pré-estréia com algum figurão hollywoodiano. No outro extremo (reprises) e bem próximo dali está o pouco ortodoxo Prince Charles, o ingresso mais barato de Londres (a partir de £2) com suas inevitáveis sessões de sexta-feira à meia-noite (ou horário próximo) do musical cult Rocky Horror Picture Show, onde a platéia interage com o filme.

Concertos e shows de jazz você pode conferir no já citado South Bank Centre e em Barbican (metrô Barbican ou Moorgate), onde também há teatro e cinema entre outra atrações. Música clássica você pode encontrar também no célebre Royal Albert Hall (metrô High Street Kensington ou Knightsbridge), cenário da memorável seqüência final do filme O homem que sabia demais, de Alfred Hitchcock.

Pubs funcionam só até 23h, quando toca o sininho. Mas achar que a noite termina a essa hora, só para quem não conhece Londres. Bares do Soho ficam abertos até tarde da noite, assim com dezenas de clubs. As discos de Londres são famosas como formadoras de tendências e talvez as mais freqüentadas sejam os clubs gays, mesmo pra quem não faz parte da tribo.

Arredores

Greenwich A 10km a sudeste de Londres. Você chega lá com o trem Docklands Light Railway, saindo da estação de Tower Hill. Ainda mais cênico (e caro, em torno de £7,50), pode-se ir de barco pelo Thames, partindo de South Bank. Chegando pela beira do rio, atravesse o túnel para a outra margem e siga em direção ao morro onde está o observatório. Abre das 10h-17h, gratuito. É onde se localiza o meridiano que determina as horas do planeta (é aqui onde o bom turista tira aquela foto com um pé no Hemisfério Leste e outro no Oeste). Paga-se para outras atrações (funcionando no mesmo horário), como o Observatório Real (£4/2 estudante), fundado em 1675 por Charles II; o Cutty Sark, construído em 1869, era o navio que trazia seda e chá do Oriente aos ingleses; e o National Maritime Museum, entrada gratuita. É um dos maiores museus de história naval existentes, caracterizando a região como uma verdadeira área náutica.

Kew Gardens Metrô Kew Gardens, abre das 9h30-18h (até 20h no verão), entrada £6,50/4,50 (estudante). Também conhecido por Royal Botanic Gardens, é o jardim botânico de Londres, que encanta pela graça do ambiente, suas jóias arquitetônicas e, é claro, a beleza e variedade da flora.

Windsor Castle Trens partem das estações de Waterloo ou Paddington para Windsor a cada 30 minutos. Entrada no castelo das 10h-16h (17h30 no verão), £8,80 para entrar. Este que é um dos maiores castelos habitados do mundo e tem sido residência real nos últimos 900 anos. Dentro do castelo, destaque a St. George's Chapel (fechado domingos) e ao State Apartments.

Hampton Court Palace Trens de Waterloo station até Hampton Court (cerca de 30 minutos), aberto segundas das 10h15-18h, ter/dom 9h30-18h (no verão), segunda 10h15-16h, ter/dom 9h30-16h30 (inverno). O parque ao redor fica aberto das 7h ao anoitecer. Entrada £10,80/8,30. Palácio do século 16, construído no estilo Tudor, foi utilizado por Henrique Vlll e 5 de suas 6 esposas. Confira o labirinto em seu grande pátio.

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